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bentes Guilherme Bentes (Portugal)

Judoka portuguais.
Plusieurs fois champions du Portugal
Vainqueur de plusieurs tournois internationaux
Champion du Monde Universitaire
Médaillé de bronze au Championnat du Monde.
A l'époque de sa rencontre avec Valéry, Guillerme était un jeune espoir qui ne faisait pas encore partie de l'équipe nationale portuguaise...

Guilherme Bentes main

Date Result Judo event Type Cat.
10/03/2002 3 A-Tournament Prague WCup U81
03/02/2002 3 A-Tournament Sofia WCup U81
31/03/2001 2 Dutch Open Grand Prix Rotterdam WCup U81
31/03/2000 3 Dutch Open Grand Prix Rotterdam WCup U73
28/11/1999 1 Portuguese Championships Lisbon NC U73
07/02/1999 1 A-tournament Sofia 'Liberation' WCup U73
18/12/1998 1 World University Championships Prague WUC U73
06/12/1998 1 Portuguese Championships Lisbon NC U73
17/03/1998 3 Grand Prix Città di Roma WCup U73
30/11/1997 1 Portuguese Championships Lisbon NC U71
11/10/1997 3 World Championships Paris WCh U71
07/09/1997 1 German Open Bonn IT U71
02/03/1997 2 A-Tournament Budapest Bank Cup WTC U71
15/12/1996 2 World University Championships Joncquière WUC U71
07/04/1996 2 Dutch Open 's-Hertogenbosch IT U71
21/01/1996 1 Portuguese Championships Lisbon NC U71
05/02/1995 2 Portuguese Championships Lisbon NC U71
30/01/1994 2 Portuguese Championships Lisbon NC U71
31/01/1993 3 Portuguese Championships Cidade de Almada NC U71
29/03/1992 1 Portuguese junior Championships Lisbon NJun U71
10/03/1991 3 Portuguese junior Championships Lisbon NJun U65
03/02/1991 3 Portuguese Championships Lisbon NC U65

 

Judo: Guilherme Bentes recuperado de lesão

SELECÇÃO NACIONAL REALIZOU ÚLTIMO TREINO ANTES DO MUNDIAL

sexta-feira, 1 outubro de 1999 00:55

GUILHERME Bentes está recuperado da lesão no punho e já se treina sem limitações, tendo efectuado, quinta-feira, o último aprumo de conjunto, na Lapa, com a selecção nacional, tendo em vista a preparação para o Campeonato do Mundo de Birmingham (7 a 10 de Outubro), onde o judoca do CDUL defende a medalha de bronze – categoria de menos 73 kg.
«Estou melhor, embora tenha a consciência de não ter tido a preparação mais conveniente por causa das lesões. O tempo começa a escassear, mas durante a semana ainda vou ter a oportunidade de progredir nalguns aspectos», considerou o único masculino luso que conseguiu atingir o pódio numa prova máxima da modalidade (Paris, 1997).
Bentes, de 26 anos, diz que não irá utilizar qualquer «arma» especial, mas ressalva a importância do momento psicológico: «Tenho de acreditar muito em mim, trabalhar com muita vontade e aproveitar a minha experiência, de modo a ultrapassar os adversários, que nesta categoria são de uma competitividade muito alta. Não prometo nenhuma medalha, mas vou tentar o melhor resultado possível, que estará dependente das circunstâncias da prova».
Detentor de um estilo de judo de influência soviética, devido aos ensinamentos do antigo treinador da selecção nacional, o ucraniano Valery Dvoinikov, Guilherme Bentes pode ser considerado um «cerebral», já que tenta imprimir um ritmo característico aos combates, de modo a fazer valer o seu potencial táctico e físico: «Nunca estou à espera de um rasgo de inspiração técnica para vencer. Sou um pragmático, procuro a eficácia – muito importante no judo de competição – através de um conjunto de técnicas que os soviéticos exploraram, mediante influências de outros tipos de lutas nacionais, como o sambo.»
Depois de duas semanas de grande carga física, Guilherme Bentes já se encontra perto do peso ideal, contabilizando na balança 74,5 kg – peso que se manterá estabilizado até ao dia da prova: «Agora, é só descomprimir para recuperar do esforço.»

ALEXANDRE REIS

URL: http://record.pt/14782

Judo: Esplendor no tapete

UM SUCESSO E UMA REFERÊNCIA A TER EM CONTA

terça-feira, 23 setembro de 2003 01:26

Autor: NORBERTO SANTOS E ALEXANDRE REIS

Quando Nuno Delgado conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney, isso não foi mais que dar à evidência o resultado de um trabalho que vinha a ser feito desde há dez anos na Federação Portuguesa de Judo. Nuno Delgado deu «uma maior visibilidade», ao mesmo tempo que abriu portas «a novas apostas que estão a ser consolidadas», no entender de Luís Monteiro, responsável pelo Projecto Olímpico, selecções nacionais e alta competição.
O grande salto do judo em Portugal ocorreu no princípio dos anos 90, quando passou a existir um centro de treino, em Lisboa, que aglutina os melhores valores. Isso foi o ponto de viragem, e depois surgiu um pólo importante, em Coimbra. Foi uma questão de tempo para se esperar pelos resultados, e com uma nova envolvência de todos os agentes, mudando-se muitas mentalidades, foi possível fazer uma aposta mais ambiciosa.
Mas antes de o judo estar a viver agora o seu esplendor no tapete é bom que se diga que houve momentos delicados e conturbados. Houve uma direcção que caiu, presidida por Dálio Calado, e isso fez com que fosse preciso criar condições para romper com o passado.
Uma completa alteração na estrutura técnica «obrigou» a uma mudança de atitude para com as exigências das selecções nacionais e depois dos Jogos de Barcelona a contratação do técnico ucraniano Valery Dvoinikov, apesar de alguma controvérsia, ajudou a criar sinergias no sentido de aperfeiçoar uma outra mentalidade.
«Passámos a acreditar mais nas nossas possibilidades e muitos dos judocas iniciaram então aquilo que é hoje norma: os treinos bidiários.»

Apoio às selecções

Os resultados começaram a dar os seus frutos e a organização interna da Federação também mudou. O apoio aos melhores atletas, visando sempre uma aposta na juventude, passou a ser um dado adquirido e umas quantas medalhas ajudaram a esclarecer que, afinal, «estávamos no bom caminho. Em primeiro lugar, defendemos sempre que os judocas estão em primeiro lugar e aquilo que era impensável há uns anos tornou-se possível e hoje somos uma referência».
O grande suporte está no apoio efectivo às selecções nacionais, a que se junta uma firmeza em face dos critérios: «Por exemplo, todas as semanas temos uma concentração dos nossos melhores judocas em Lisboa e outra em Coimbra, e diariamente temos a trabalhar no terreno os nossos técnicos nacionais nos vários escalões. Grande parte desse trabalho é feito no Estádio Nacional», assinala Luís Monteiro, que dá conta de vários investimentos feitos pela Federação para proporcionar aos judocas as melhores condições de treino.
«Ainda o ano passado comprámos uma máquina para o controlo e avaliação do treino, que dá indicações precisas sobre determinados valores: força máxima, velocidade, potência e aceleração.»
A renovação, por agora, está assegurada e, para o futuro, Luís Monteiro diz estar «tranquilo». «Temos em mãos vários projectos, como o do desporto escolar. E, além disso, o judo já é uma modalidade muito praticada em vários colégios. O nosso crescimento tem sido sustentado», sustenta.

'Mestre' Kobayashi, o pai do judo

Kiyoshi Kobayashi pode muito justamente ser considerado o pai do judo em Portugal. Este mestre japonês chegou ao nosso país em 1958 e, curiosamente, no ano seguinte é fundada a Federação Portuguesa de Judo, mais concretamente a 28 de Outubro de 1959.
Com a sua técnica apurada e a eficiência demonstrada, atraiu e entusiasmou muitos praticantes para a modalidade, e ao longo de todos estes anos esteve ligado à formação de muitos professores. Ainda hoje participa activamente nos projectos da Federação.

URL: http://record.pt/173991

 

Guilherme Bentes. Galérie photos.